Tallita Franzoloso
Psicóloga e pesquisadora · CRP 12/17753Mestre e doutoranda em Psicologia pela UFSC. Residência em Saúde Mental (ESP/RS) e especialização em Saúde da Família (UDESC). Especialista em Avaliação Psicológica.
Este material explica o que é a avaliação psicológica em concursos públicos, como ela faz parte do nosso Preparo Emocional para Prova Oral, o que você recebe ao final e o que, por princípio ético, não fazemos. A leitura leva cerca de cinco minutos.
Em muitos concursos, a avaliação psicológica é uma etapa do edital. Ela busca identificar padrões de funcionamento cognitivo, emocional e comportamental relacionados ao desempenho e à adaptação às exigências do cargo. É conduzida por psicólogos(as) habilitados(as), com métodos reconhecidos pela ciência e instrumentos aprovados pelo SATEPSI, o sistema do Conselho Federal de Psicologia que avalia a qualidade técnica dos testes.
Os resultados de cada fonte são analisados em conjunto, confrontados entre si e com as exigências do cargo.
Por isso, não estamos aqui para preparar você para responder a um teste. Estamos aqui para avaliar você, ajudar você a compreender o próprio funcionamento e, a partir disso, trabalhar no desenvolvimento de habilidades e potencialidades e na redução de prejuízos.
Sempre com compromisso responsável e ético com você, que acessa o nosso serviço.
A avaliação em concursos é regulamentada pela Resolução CFP nº 08/2025, que tornou obrigatória a entrevista devolutiva e exige que os requisitos psicológicos do cargo sejam definidos a partir de um estudo científico da função.
Orientações completas para o candidato. Como se preparar, o que fazer no dia, como interpretar o resultado e quais são os seus direitos.
O que um edital costuma avaliar. Dados das convocações para avaliação psicológica em editais da FGV entre 2025 e 2026: características avaliadas, faixas esperadas, critérios eliminatórios e prazos.
O nosso foco é a prova oral: o momento da arguição, em que conhecimento, autocontrole e clareza precisam aparecer juntos, diante de uma banca e sob pressão. Para planejar esse preparo, começamos por uma avaliação psicológica.
As funções que avaliamos sustentam o desempenho em qualquer situação avaliativa. Por isso, ao trabalhar a prova oral, o processo também fortalece você para as demais etapas do concurso, inclusive a avaliação psicológica do certame. Isso acontece porque desenvolvemos as habilidades, e não porque treinamos testes.
Entendemos o seu concurso, a sua rotina e o que mais pesa no seu desempenho. É aqui que definimos as suas demandas e organizamos o processo avaliativo para você.
Aplicação dos instrumentos escolhidos para o seu caso, somados à entrevista e à observação.
Antes da devolutiva, as psicólogas estudam e discutem o seu caso em conjunto. O objetivo é diminuir vieses e ampliar a compreensão do seu funcionamento a partir de diferentes perspectivas.
Você recebe o documento de devolutiva e conversamos sobre cada resultado.
Psicoeducação e estimulação cognitiva planejadas a partir dos seus resultados, numa intervenção cognitivo-comportamental, até o dia da prova.
Nenhum processo é igual ao outro. O pacote mínimo inclui quatro encontros, mas o tempo dedicado a cada etapa varia conforme o seu objetivo e as suas necessidades. Uma pessoa pode precisar de mais espaço para regulação emocional; outra, para organização e atenção. Isso é definido com você no primeiro encontro.
Temos uma estrutura, mas são os dados que direcionam o processo. Cada preparo é único, individualizado e personalizado a partir de três informações:
Identificação de habilidades e dificuldades cognitivas, emocionais e comportamentais com impacto na prova oral.
Não aplicamos, necessariamente, os instrumentos cobrados no edital. O objetivo não é preparar você para um teste, e sim compreender o seu funcionamento para orientar o seu preparo.
Intervenção estruturada em que o(a) psicólogo(a) transmite, de forma sistemática e compreensível, conhecimentos científicos sobre o funcionamento psicológico e sobre os fatores que influenciam emoções, comportamento e desempenho. O objetivo é que a pessoa compreenda a própria experiência, participe ativamente do processo e ganhe autonomia para aplicar estratégias de enfrentamento.
É um componente central da terapia cognitivo-comportamental. O conteúdo é definido a partir dos resultados da sua avaliação, que orienta o planejamento e o monitoramento da intervenção (Hunsley & Mash, 2018).
Conjunto de atividades sistemáticas e graduais que exercitam funções cognitivas específicas, como atenção, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e controle inibitório, com o objetivo de fortalecer o seu funcionamento. Apoia-se na plasticidade cerebral: a capacidade do cérebro de se reorganizar a partir da experiência e da prática.
As atividades são escolhidas a partir das funções que a avaliação indicou, e não de exercícios genéricos. É a avaliação que define o que estimular, em que ordem e como acompanhar a evolução (Hunsley & Mash, 2018).
Escolha o que você quer treinar, entre e faça as tarefas no seu ritmo. Cada tarefa leva poucos minutos e pode ser repetida quando quiser.
Quando a avaliação indica necessidade, usamos a nossa plataforma própria de estimulação cognitiva. Ela é utilizada apenas por quem está dentro do processo, porque as tarefas enviadas são individualizadas conforme as necessidades de cada pessoa.
Todo o processo avaliativo é realizado por duas psicólogas. A avaliação, o estudo e a discussão do caso são feitos em equipe, e só depois acontece a devolutiva.
Mestre e doutoranda em Psicologia pela UFSC. Residência em Saúde Mental (ESP/RS) e especialização em Saúde da Família (UDESC). Especialista em Avaliação Psicológica.
Mais de 18 anos de experiência. Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, em Terapia Sistêmica Familiar, em Liderança e Gestão de Pessoas e em Aconselhamento Educacional.
Bom repertório cognitivo e autoeficácia elevada sustentam o estudo. Em situações avaliativas, a ansiedade cognitiva sobe e a atenção dividida cai: o conteúdo está lá, o que oscila é o acesso a ele diante da banca.
No Preparo Emocional para Prova Oral, a avaliação psicológica gera uma devolutiva: um retrato de como você funciona e do que priorizar até o dia da arguição.
Figura ilustrativa, com dados fictícios. A devolutiva real é individual, sigilosa e apresentada em sessão com a psicóloga. As classificações seguem uma linguagem padronizada para comunicar desempenho (Guilmette et al., 2020), e a interpretação considera a validade dos resultados (Sweet et al., 2021).
O documento não tem caráter diagnóstico, não é um laudo e não substitui a avaliação oficial do concurso. É confidencial, de uso exclusivo seu e da equipe, e serve para orientar o seu preparo.
O que oferecemos é avaliação, orientação e preparo baseados em ciência, para que você chegue a cada etapa como realmente é, na sua melhor condição.
Internacionais · avaliação baseada em evidências
Conselho Federal de Psicologia e SATEPSI